O Palmeiras ganhou a Supercopa Feminina 2026. Venceu o Corinthians nos penaltis. Depois, bateu o Corinthians de Emily Lima por 3 a 2 na estreia do Brasileirão Feminino.
O futebol feminino brasileiro tem competicao de alto nivel, tem jogadoras de qualidade, tem duelos com historia. O que ainda falta e o publico que essas partidas merecem.
O que o Brasileirão Feminino 2026 representa
O torneio estreia com 18 equipes, crescimento relevante em relacao as edicoes anteriores. O Corinthians chega como atual campeo, com sete titulos nacionais, como o clube mais vitorioso do futebol feminino brasileiro moderno. O Palmeiras chega como vice-campeo e com a Supercopa de 2026. Cruzeiro, Santos, Ferroviaria, São Paulo, todos com elencos competitivos.
O nivel tecnico do Brasileirão Feminino 2026 e o mais alto da historia. Tem jogadoras que defendem a seleção, que jogam em clubes estrangeiros, que voltam ao Brasil por salarios e projetos que comecam a competir com o exterior.
O que Emily Lima representa para o Corinthians
Emily Lima assumiu o Corinthians em 2026 com historico de sucesso: bronze olimpico com a seleção feminina, trabalho no São Paulo, reconhecimento como uma das melhores tecnicas do futebol feminino brasileiro.
Perdeu o clássico de estreia. 3 a 2 para o Palmeiras. O resultado não define nada numa competicao de pontos corridos com 18 times. Mas o Corinthians com Emily Lima e um projeto que merece acompanhamento sério, a tecnica mais bem-sucedida do futebol feminino brasileiro num clube que e o atual campeo.
Por que o classico Corinthians x Palmeiras feminino merece mais do que recebe
O Corinthians x Palmeiras feminino tem historia. Tem rivalidade. Tem jogadoras que os torcedores conhecem, ou deveriam conhecer. A partida foi na Arena Barueri. A transmissao existiu.
Mas o nivel de cobertura, o tamanho das manchetes, a profundidade da analise pos-jogo ainda e uma fracao do que o classico masculino recebe.
Isso e um problema de mercado circular: sem cobertura, não ha audiencia; sem audiencia, não ha justificativa para cobertura. O ciclo não quebra sozinho. Alguem precisa decidir que vale a pena investir antes de ter retorno garantido.
O Brasil vai sediar a Copa 2027. As jogadoras que vao defender o pais no Maracana estao no Brasileirão Feminino agora, semana a semana. Esse e o produto que o torcedor precisa aprender a conhecer antes de 2027.
O que mudaria se a cobertura fosse igual
Nomes como Gabi Portilho, Ary Borges, Tarciane, jogadoras que o Brasil não conhece direito, ganhariam rosto e historia atraves do campeonato nacional. Torcedores que hoje so assistem futebol masculino teriam razao para sintonizar no feminino: nomes que reconhecem, narrativas que acompanham, partidas que tem contexto.
Isso exige investimento editorial. Analisar o 3 a 2 do Palmeiras sobre o Corinthians com o mesmo rigor que o classico masculino. Entender o que Emily Lima esta tentando construir. Seguir a Ferroviaria, que historicamente e um dos melhores projetos do futebol feminino brasileiro sem ser paulista nem carioca.
O produto esta pronto. O mercado ainda esta sendo construido. E a Copa 2027 e a data limite para ter o segundo sem ter desenvolvido o primeiro.